terça-feira, 5 de junho de 2012

Alimentos com casca trazem mais nutrientes e vitaminas

Tirar a casca de alguns alimentos, como a batata, é algo tão automático que a maioria das pessoas nem pensam muito a respeito. Mas muitos alimentos guardam seus mais importantes nutrientes exatamente na casca. A própria batata, por exemplo, tem mais vitamina C na casca que uma laranja.
A casca de frutas, verduras e legumes também é rica em fibras, que ajudam a manter o funcionamento do intestino em dia. Isso é essencial para quem está tentando perder peso.
Fora isso, há vitaminas, mineiras e antioxidantes que combatem o envelhecimento nas cascas.
Confira os benefícios das cascas:
Abacaxi - tem fibras, vitamina C, bromelina, enzima que protege o estômago e ajuda na digestão das proteínas. O suco deve ser consumido logo após o preparo para não oxidar e perder as propriedades.
Abóbora, cenoura, manga, mamão, damasco - têm betacaroteno, antioxidante que diminui o risco de câncer e doenças cardiovasculares. O betacaroteno dá cor alaranjada a estes alimentos.
Banana - tem fibra e luteína, antioxidante que protege os olhos contra a exposição ultravioleta e combate a catarata.
Berinjela - tem antioxidante cerebral chamado antocionida, além de potássio, magnésio e fibras.
Batata inglesa - tem fibra, potássio, ferro, fósforo, zinco e vitamina C.
Frutas cítricas (laranja, tangerina, limão) - a casca tem 20% mais antioxidante que a polpa, além de fibras. Diminui o colesterol.
Frutas vermelhas - tem um composto bioativo chamado antocianinas, antioxidante que dá pigmentação às frutas. Protege contra doenças cardiovasculares e câncer.
Kiwi - tem três vezes mais antioxidante que a polpa. Pode ser consumida no suco da própria fruta. A casca do kiwi "gold" é mais doce e tem menos "cabelos".
Pera, maçã, ameixa, pêssego, cereja - têm fibras insolúveis que melhoram o funcionamento do intestino.
Tomate - tem licopeno (na casca e dentro), antioxidante que diminui o risco de câncer, especialmente de próstata. O licopeno também está presente na melancia e na goiaba.
Uva, berinjela, frutas vermelhas, tangerina, limão e hortaliças - têm flavonoides, que são compostos bioativos antioxidantes que diminuem o risco de câncer e doenças cardiovasculares
(Matéria retirada do programa Bem Estar)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Peixes e frutas podem ajudar a preservar o cérebro, diz estudo

Uma pesquisa publicada na edição online da revista científica “Neurology” mostra que a alimentação também pode ser uma arma na prevenção aos sintomas do mal de Alzheimer. De acordo com o estudo, alguns nutrientes estão relacionados com a ocorrência maior ou menor dos sinais da doença.
Dietas ricas em ômega 3 e nas vitaminas do complexo B e nas vitaminas C, D e E tornam menos prováveis o encolhimento do cérebro e as limitações de memória e raciocínio provocados pelo mal de Alzheimer. Por outro lado, as gorduras trans aumentam a frequência desses fatores de risco.
O ômega 3 é um ácido graxo presente nos peixes, que são também uma boa fonte de vitamina D. As vitaminas C e E são encontradas principalmente nas frutas e vegetais. As vitaminas do complexo B são antioxidantes com várias fontes alimentares diferentes. Já as gorduras trans costumam aparecer nos alimentos fritos, congelados e nas margarinas.
O estudo analisou os níveis sanguíneos de 104 pessoas com idade média de 87 anos e poucos fatores de risco para a memória e o raciocínio. A capacidade cerebral deles foi testada e 42 deles foram submetidos à ressonância magnética para medir o tamanho do cérebro.
Excluindo fatores como idade, sexo, nível de instrução e outras doenças, a alimentação está relacionada a 17% da variação nos resultados nos exames qualitativos para a memória e o raciocínio. Quanto ao tamanho do cérebro, os alimentos respondem por 37% da variação, segundo a pesquisa.
“Esses resultados precisam ser confirmados, mas obviamente é empolgante pensar que as pessoas podem evitar que o cérebro encolha e mantê-lo afiado apenas ajustando a dieta”, aponta Gene Bowman, autor do estudo e pesquisador da Universidade de Ciência e Saúde de Oregon, em material divulgado pela instituição.
(Matéria retirada do programa Bem Estar)

domingo, 3 de junho de 2012

Sanduíche saudável deve conter carboidrato, proteína e vegetais

A invenção do sanduíche remete a várias histórias antigas, como a de um lorde inglês chamado Sandwich que adorava jogar baralho e não largava o hobby nem para comer. Para não sujar as cartas, ele pegava um pedaço de carne com duas fatias de pão.
Nascia aí o sanduíche, que hoje se popularizou sob a forma de fast food, principalmente nas versões de hambúrguer e cachorro-quente.
Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern e a nutricionista Cynthia Antonaccio, o sanduíche é prático, gostoso, portátil e pode até substituir uma refeição, desde que contenha os três alimentos essenciais: carboidrato, proteína e vegetais.
O cálculo das porções do seu sanduíche ou prato pode ser feito com a mão. A palma, sem os dedos, é o valor recomendado de proteína. O punho fechado corresponde à quantidade de carboidratos e a mão toda aberta é a quantia indicada de vegetais.
Os especialistas destacaram que o sanduíche deve ser colorido, da mesma forma que a comida. Variar as cores garante uma maior ingestão de substâncias, com poderes nutricionais diferentes, sempre buscando uma dieta mais completa em vitaminas e minerais.
Vegetais roxos, por exemplo, são ricos em antocianinas. É o caso da berinjela, do repolho roxo, da alface roxa, da cebola roxa e da beterraba. Já as carnes com gordura boa são frango, atum, peru, salmão e sardinha.
No caso do pão, prefira o integral, que contém mais fibras e ajuda no funcionamento do intestino.
(Matéria retirada do programa Bem Estar)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Planejar alimentação pode ajudar a resistir às tentações e seguir a dieta

Erros de cognição e percepção levam as pessoas a agir de maneira errada diante da obesidade. É preciso ficar atento a isso e driblar as tentações que podem diminuir o efeito das dietas.
Segundo o entendimento dos psiquiatras que trabalham com a terapia cognitiva comportamental, um tipo de psicoterapia, o problema de boa parte dos obesos é que eles não recebem ensinamentos para prestar atenção nos pensamentos que sabotam a mudança da alimentação. Esses pensamentos são decorrentes de suas histórias pessoais e da interação com maridos, pais, avós, filhos.
Além disso, alguns comportamentos têm de ser alterados: disponibilidade de certos alimentos em casa, disposição dos alimentos na geladeira, intervalo entre as refeições, duração da refeição entre outros. Veja abaixo os principais erros e desculpas que as pessoas usam para diminuir a culpa na hora de escorregar na dieta:
Principais erros- Pensar que merece uma recompensa (um chocolate, por exemplo) por algo bom ou ruim que passou
- Criação de desculpas para interrupções na dieta, como "já fiz exercícios hoje, posso exagerar"
- Pensar que vai mudar os hábitos, emagrecer e depois poder voltar a comer o que quiser
- Pensamento do "tudo ou nada": o obeso come um brigadeiro, pensa que já está tudo perdido e come um hambúrguer, batata frita e milk shake. Assim, o erro de 550 calorias vira um erro de 3.000 calorias

A terapia cognitiva comportamental considera que crenças levam a pensamentos, emoções negativas ou positivas. Identificar as crenças negativas e os pensamentos e ações negativas que delas decorrem e treinar novos pensamentos e atitudes ajuda a mudar as sensações e ações.
O consultor e endocrinologista,  Alfredo Halpern, acredita que os alimentos oferecidos por avós, maridos e amigos durante a dieta são crenças.
Por exemplo, os alimentos calóricos e gostosos das avós são sinal de carinho e, para elas, gordura é sinal de saúde. Para os maridos, a gordura pode ser garantia de fidelidade e atenção. Já para os amigos e amigas que também são obesos, é certeza de companhia e apoio nas comilanças.
Outro sabotador que pode aparecer no caminho dos gordinhos é o garçom – ele vai oferecer tudo que há no cardápio, mas é essencial optar pelo mais saudável e saber recusar as tentações.
A dica dos especialistas é identificar a fome para não confundi-la com a vontade aleatória de comer. É preciso levar a alimentação saudável a sério e evitar alimentar-se fazendo outras coisas. Dividir a mesa com amigos e familiares também pode ajudar. Veja abaixo outras sugestões para não escorregar:
Dicas- Evite comer quando estiver irritado, estressado, triste ou feliz
- Planeje a alimentação e crie uma rotina que permita que esse planejamento seja cumprido
- Evite comidas que fazem perder o controle, como salgadinhos
- Afaste-se de situações que ofereçam tentações
- Saiba dizer 'não' a quem oferece comida calórica

O obeso deve pensar sempre antes de comer e ver se aquele alimento realmente vale a pena. Será que vale comer uma bala? É importante lembrar que a mudança de hábito passa por um caminho como uma escada e não como um elevador.
A rotina também pode ajudar na dieta, mas caso não seja possível mantê-la, ao comer fora do horário planejado, opte por um legume ou uma fruta. Não se permita escorregar na alimentação e coma algo para distrair e adiar a próxima refeição.
A principal atitude do obeso que pode evitar o ganho de peso e o sucesso da dieta é saber dizer “não”. O importante para a pessoa é perder peso, por isso, é preciso ser assertivo e explicar sem ser agressivo que não quer aquela comida calórica para que as pessoas não passem por cima das suas prioridades.
(Matéria retirada do programa Bem Estar)